Agapornis-de-face-rosada

Agapornis roseicollis

Outros nomes: inseparável-de-face-rosada, inseparável-de-angola, periquito-republicano (em Angola).

Agapornis-de-face-rosada verde, de testa vermelha, rosto e garganta alaranjados e bico claro, pousado num galho entre folhas, visto de baixo contra o céu azul

Pode criar em casa?

Sim, como pet, comprando de quem vende legalmente, com nota fiscal. O agapornis-de-face-rosada não está na lista de espécies isentas de controle do Ibama: é fauna exótica. Para tirar filhotes, consulte antes o órgão ambiental do seu estado.1

Resumo rápido

Categoria legalExótica, fora da lista de isentas do Ibama1
Situação na natureza (IUCN)Pouco preocupante (LC)2
FamíliaPsittaculidae3
TamanhoDe 17 a 18 cm de comprimento4
Atualizado em08/10/2026

Só entra informação com fonte. Os dados que vêm de enciclopédia aparecem marcados como fonte intermediária.

Manejo

  • Rotina e ambiente. O agapornis-de-face-rosada precisa de exercício todos os dias. É uma ave barulhenta: pia alto e quase sem parar. Na natureza, ele come ao longo do dia e toma banho com frequência. Também depende de água para beber.5,6
  • Alimentação. Na natureza, come principalmente sementes e frutinhas silvestres, e pode virar praga em lavouras de painço. Os agapornis em geral comem sementes, grãos, frutas e folhas de árvores, arbustos e capins altos. Em casa, peça a um veterinário de aves que monte a dieta.3,5,7
  • Convívio. Por ser muito social, é mais bem mantido em casal. Também pode viver sozinho, mas então precisa de muita atenção de pessoas todos os dias. Na natureza, o casal dorme lado a lado, com os rostos virados um para o outro. Não deve ficar junto de aves menores.5,8
  • Temperamento. Costuma criar laço forte com uma pessoa ou com outra ave e pode não se dar bem com outras pessoas ou animais. Pode ser agressivo, e duas aves da espécie nem sempre se entendem: às vezes é preciso separá-las. Segundo um estudo de 2023, foi a primeira espécie de papagaio a passar no teste da marca, que mostra se o animal se reconhece no espelho.8,9
  • Doenças da ave. Aves selvagens do gênero Agapornis podem ter o poliomavírus aviário, um vírus que ataca aves. A doença do bico e das penas dos papagaios, também causada por um vírus, deforma aos poucos penas, bico e garras e enfraquece as defesas do corpo. Há evidência de agapornis que carregam esse vírus sem mostrar sinais, e é provável que eles também o espalhem. Para exames e outras doenças, converse com um veterinário de aves.10,11
  • Macho ou fêmea. É difícil. Macho e fêmea têm a plumagem muito parecida. Algumas descrições citam uma máscara (a cor do rosto) um pouco mais pálida na fêmea adulta, mas a diferença é sutil.5,12
  • Nunca solte. Fugas de cativeiro são frequentes em muitas partes do mundo, e aves escapadas já formam bandos fora da África, como em Phoenix (EUA) e no Havaí. Mantenha a gaiola e a porta bem fechadas e nunca solte a ave.13,14
  • Cuidado com a sua saúde. Aves da família dos papagaios e periquitos são o reservatório natural da psitacose, causada pela bactéria Chlamydia psittaci. Ela passa para pessoas pela poeira com fezes de aves doentes ou portadoras e causa febre, tosse, dor de cabeça e calafrios. Limpe a gaiola com frequência, evite levantar poeira e, se tiver esses sintomas, conte ao médico que cria aves.15

Reprodução

O que a lei permite

Ter como petPode, comprando de quem vende legalmente, com nota fiscal. Guarde a nota. Só criadouro comercial ou comerciante autorizado pode vender.16,17
Reproduzir sem venderNão confirmado. A categoria federal de criador amador de exóticas foi extinta em 2022, e as normas federais consultadas não tratam do caso. Antes de tirar filhotes, consulte o órgão ambiental do seu estado.18
Criar para venderSó como criadouro comercial autorizado. Quem aprova criadouro hoje é o órgão ambiental do estado.17,19

O site diz só o que a norma diz. Regras estaduais podem ser diferentes e ainda estão sendo conferidas.

Como a espécie se reproduz

  • Aparência e subespécies. A ave selvagem é verde, com garupa azul. O rosto e a garganta são rosados, mais escuros na testa e acima do olho. O bico é cor de chifre, a íris é marrom e as patas são cinzentas. Há duas subespécies: a do sul (Namíbia, Botsuana e África do Sul) tem o rosa mais claro que a de Angola.20
  • Na natureza. Vive em regiões secas e abertas do sudoeste da África, do sudoeste de Angola, passando pela maior parte da Namíbia, até o vale do baixo rio Orange, no noroeste da África do Sul. Chega a 1.600 m de altitude em mata de folhas largas, semideserto e áreas montanhosas. Depende de fontes de água e se junta nas poças para beber. Quando há comida farta, forma bandos de centenas de aves.5
  • Situação na natureza. A captura para o comércio de aves reduziu as populações em algumas áreas. Em outras, o número pode ter aumentado, porque as pessoas criaram novas fontes de água e construções que servem de ninho. Por isso a espécie é classificada como pouco preocupante pela IUCN.5
  • Ninho. Faz o ninho em fendas de pedra ou nos ninhos coletivos grandes dos tecelões-sociáveis. Estruturas feitas por pessoas, como telhados de casas, também servem. A fêmea rasga o material em tiras compridas e o carrega enfiado nas penas da garupa. Ela voa assim distâncias grandes até o ninho.5,21
  • Ovos e filhotes. Na natureza, são postos de 4 a 6 ovos entre fevereiro e abril. Os ovos são brancos e sem brilho, e medem 23,5 por 17,3 mm. Eles são chocados por cerca de 23 dias, e os filhotes deixam o ninho com cerca de 43 dias. Os jovens têm rosto e garganta rosa-pálidos, o alto da cabeça esverdeado e a base do bico amarronzada.4,20
  • Fora da África. Aves que escaparam de cativeiro vivem soltas em Phoenix (Arizona, EUA), em ambientes urbanos e rurais. Elas descendem de aves do comércio de pets: apareceram no Arizona na década de 1980, e o primeiro casal reproduzindo foi achado em 1998. Algumas vivem em cactos e vão em bandos a comedouros; com mais de 40 °C, já foram vistas em grande número em saídas de ar-condicionado. Também há colônias no Havaí (ilhas de Maui e do Havaí); em Porto Rico foram vistas, mas sem registro de reprodução.13,14
  • Em casa. É uma das aves da família dos papagaios mais mantidas em cativeiro. O motivo é o tamanho pequeno e a facilidade de cuidar e de reproduzir.8

Mutações

O agapornis-de-face-rosada tem a maior variedade de mutações de cor do gênero Agapornis. Elas se dividem em dominantes, codominantes, recessivas e recessivas ligadas ao sexo. No gênero todo, são conhecidas 30 variações de cor da plumagem, causadas por pigmentos chamados psitacofulvinas. Toda ave é verde (cor selvagem, dominante) ou azul (recessiva).5,22,23

Ligada ao sexo. O gene fica no cromossomo do sexo. A fêmea tem uma só cópia dele e mostra a característica sempre que o herda do pai. O macho precisa receber o gene do pai e da mãe para mostrar.22

Recessiva. A ave só mostra a característica com o gene vindo do pai e da mãe. Com uma dose só, ela é "portadora" (os criadores dizem "split").22

Codominante (fator simples e duplo). Basta um dos pais passar o gene para a ave mostrar a característica (fator simples). Com o gene dos dois pais (fator duplo), ela aparece mais forte.22

  • Azul: azul holandês, azul cara-branca e seagreen. Recessiva. O azul holandês (aqua) e o azul cara-branca (turquoise) são duas variantes do mesmo gene. A ave com uma de cada é a seagreen (também chamada aquaturquoise). A ave com um gene verde e um azul fica verde, porque o verde domina, e é portadora do azul.22
  • Lutino. Ligada ao sexo e recessiva. É uma das mutações mais populares da espécie, e o azul holandês vem logo atrás. Existem lutinos em que a cor do rosto cobre a cabeça inteira.5,22,24
  • Opalino (opaline). Ligada ao sexo e recessiva. No opalino, o "capuz" da cor do rosto passa por cima da nuca, em vez de terminar na frente da cabeça, como na faixa normal do rosto.22
  • Canela australiano (pallid) e canela americano. Duas mutações ligadas ao sexo e recessivas: canela australiano (em inglês, pallid) e canela americano (em inglês, American cinnamon).22
  • Edged dilute. Recessiva, fora do cromossomo do sexo. A ave com um gene só (portadora) não mostra a característica.22
  • Cara laranja (orangefaced). Codominante. A ave com fator simples já mostra a característica. A ave com fator duplo é a que, em inglês, leva o nome orangefaced.22
  • Fator escuro (dark). Codominante, com fator simples e fator duplo. O efeito é mais forte no fator duplo. Há aves opalinas com fator escuro duplo.5,22
  • Violeta (violet). Codominante, com fator simples e fator duplo. A mutação pode vir junto de outras: há aves verdes com violeta simples e opalino, e aves azul cara-branca com violeta, algumas com tom azulado.5,22

Existe ainda o arlequim (pied), que esta ficha não descreve. Para a maioria das mutações da lista, a ficha traz a herança, sem descrever a aparência.

Perguntas frequentes

Precisa de documento para ter agapornis-de-face-rosada?

Compre só de quem vende legalmente, com nota fiscal, e guarde a nota. O agapornis-de-face-rosada não está na lista de espécies isentas de controle do Ibama.1,16

Quanto tempo vive o agapornis-de-face-rosada?

Para o gênero Agapornis, a média é de 10 a 12 anos. Esse número vale para o gênero todo, não só para esta espécie.25

Quantos ovos o agapornis-de-face-rosada põe e quanto tempo choca?

Na natureza, de 4 a 6 ovos, postos de fevereiro a abril. A incubação leva cerca de 23 dias, e os filhotes saem do ninho com cerca de 43 dias.4

Como saber se o agapornis-de-face-rosada é macho ou fêmea?

É difícil, porque os dois têm a plumagem muito parecida. Algumas descrições citam uma máscara um pouco mais pálida na fêmea adulta, mas a diferença é sutil.5,12

Qual é o tamanho do agapornis-de-face-rosada?

De 17 a 18 cm de comprimento. A asa mede em média 106 mm e a cauda, de 44 a 52 mm. Nos agapornis em geral, o peso fica entre 40 e 60 g.3,4

O agapornis-de-face-rosada precisa ter par?

Ele pode viver sozinho ou em par, mas por ser muito social é melhor em par. Pode criar laço forte com uma pessoa ou outra ave e ser agressivo, e duas aves às vezes precisam ser separadas. Não deve ficar com aves menores.8

Quais são as cores do agapornis-de-face-rosada?

A ave selvagem é verde, com rosto e garganta rosados e garupa azul. Em cativeiro há aves verdes e azuis (azul holandês, azul cara-branca e seagreen), além de mutações como lutino, opalino, canela, cara laranja, fator escuro e violeta.20,22

Onde vive o agapornis-de-face-rosada na natureza?

Em regiões secas e abertas do sudoeste da África, do sudoeste de Angola e da maior parte da Namíbia até o noroeste da África do Sul. Chega a 1.600 m de altitude e depende de fontes de água.5

O que o agapornis-de-face-rosada come?

Na natureza, principalmente sementes e frutinhas silvestres. Os agapornis em geral comem também grãos e folhas de árvores, arbustos e capins altos. Em casa, a dieta deve ser montada com um veterinário de aves.5,7

Fontes

  1. Portaria Ibama 2.489/2019, Anexo I (lista de isentas; Agapornis roseicollis não consta), Diário Oficial da União (lida em 07/10/2026)
  2. BirdLife International 2018, Lista Vermelha da IUCN (consultada por meio da Wikipedia)
  3. Wikipedia em inglês, "Lovebird" (gênero Agapornis) (lida em 08/10/2026) (fonte intermediária)
  4. Wikipedia em inglês, "Rosy-faced lovebird", citando McLachlan e Liversidge, Roberts Birds of South Africa, 1981 (lida em 08/10/2026) (fonte intermediária)
  5. Wikipedia em inglês, "Rosy-faced lovebird" (lida em 08/10/2026) (fonte intermediária)
  6. Wikipedia em inglês, "Rosy-faced lovebird", seção Aviculture (lida em 08/10/2026) (fonte intermediária)
  7. Wikipedia em inglês, "Lovebird" (gênero Agapornis), citando Ndithia e Perrin, Ostrich 77, 2006, sobre a dieta do A. roseicollis na Namíbia (lida em 08/10/2026) (fonte intermediária)
  8. Wikipedia em inglês, "Rosy-faced lovebird", seção Aviculture, citando Silveira e outros, Behaviour 160(10), 2023 (lida em 08/10/2026) (fonte intermediária)
  9. Wikipedia em inglês, "Rosy-faced lovebird", seção Self-recognition, citando Silveira e outros, Behaviour 160(10), 2023 (lida em 08/10/2026) (fonte intermediária)
  10. Wikipedia em inglês, "Lovebird" (gênero Agapornis), citando Johne e Müller, Arch Virol 143, 1998 (lida em 08/10/2026) (fonte intermediária)
  11. Wikipedia em inglês, "Psittacine beak and feather disease" (lida em 08/10/2026) (fonte intermediária)
  12. Wikipedia em português, "Agapornis roseicollis", citando Vriends, Lovebirds, 1995 (lida em 08/10/2026) (fonte intermediária)
  13. Wikipedia em inglês, "Rosy-faced lovebird", citando Clark (Phoenix), Forbes (GrrlScientist, 2021), birdfinding.info (Havaí) e Falcón e Tremblay, PeerJ 2018 (Porto Rico) (lida em 08/10/2026) (fonte intermediária)
  14. Wikipedia em inglês, "Lovebird" (gênero Agapornis), seção Feral populations, citando Audubon (2021) e Uehling e outros, J Ornithol 160, 2019 (lida em 08/10/2026) (fonte intermediária)
  15. Wikipedia em português, "Psitacose" (lida em 07/10/2026) (fonte intermediária)
  16. Informação de Diego, criador e autor do site (a norma federal atual sobre o tema ainda está em conferência)
  17. Instrução Normativa Ibama nº 7/2015 (uso e manejo de fauna em empreendimentos)
  18. Ibama, "Criação amadora de fauna exótica", gov.br (lida em 07/10/2026)
  19. Lei Complementar 140/2011, art. 8º, Planalto (lida em 05/10/2026)
  20. Wikipedia em inglês, "Rosy-faced lovebird", citando Forshaw, Parrots of the World, 2006 (lida em 08/10/2026) (fonte intermediária)
  21. Wikipedia em inglês, "Lovebird" (gênero Agapornis), seção Nesting, citando McLachlan e Liversidge, Roberts Birds of South Africa, 1978 (lida em 08/10/2026) (fonte intermediária)
  22. Wikipedia em inglês, "Rosy-faced lovebird colour genetics" (lida em 08/10/2026) (fonte intermediária)
  23. Wikipedia em inglês, "Lovebird" (gênero Agapornis), citando van der Zwan e outros, Ostrich 90, 2019 (lida em 08/10/2026) (fonte intermediária)
  24. Wikipedia em inglês, "Lutino rosy-faced lovebird mutation", citando African Love Bird Society, "Introduction to Lovebirds" (lida em 08/10/2026) (fonte intermediária)
  25. Wikipedia em inglês, "Lovebird" (gênero Agapornis), citando Alderton, The Ultimate Encyclopedia of Caged and Aviary Birds, 2003 (lida em 08/10/2026) (fonte intermediária)

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