Calopsita

Nymphicus hollandicus

Outros nomes: cockatiel.

Calopsita cinza, de cor normal, pousada em um galho

Pode criar em casa?

Sim. A calopsita está na lista de espécies isentas de controle do IBAMA, e nos textos oficiais lidos não há exigência do IBAMA para criar. Regras estaduais e sanitárias ainda não foram conferidas.1

Resumo rápido

Categoria legalDoméstica (isenta de controle do IBAMA)1
CITESNão listada2
Situação na natureza (IUCN)Pouco preocupante (LC)3
FamíliaCacatuidae2
Diâmetro da anilha5,5 mm4
Atualizado em07/10/2026
Revisado porDiego, em 07/10/2026

Campos sem fonte confiável (tamanho, peso, expectativa de vida, postura, incubação) ficam de fora até termos a fonte.

Manejo

  • Rotina. A calopsita precisa de convívio diário com pessoas, alimentação adequada, brinquedos, poleiros de grossuras diferentes, luz do sol (ultravioleta) e cerca de duas horas por dia fora da gaiola. Consulta com veterinário de aves uma vez por ano e logo que aparecer sinal de doença ou problema para respirar.5
  • Alimentação. Na natureza ela come sementes, principalmente de acácia, trigo, girassol e sorgo. Em casa, a dieta deve ser montada com o veterinário de aves: ainda não temos fonte primária para quantidades e proporções, por isso não publicamos números.5
  • Poeira das penas. Como as cacatuas, a calopsita solta um pó branco fino, feito de restos das bainhas das penas e da pele. Respirado com frequência, pode causar rinite alérgica e a doença conhecida como "pulmão de criador de aves". Mantenha o ambiente ventilado e limpo.5
  • Saúde de quem cuida. Aves da família dos papagaios e periquitos são o reservatório natural da psitacose, causada pela bactéria Chlamydia psittaci. Ela passa para pessoas pela poeira com fezes de aves doentes ou portadoras e causa febre, tosse, dor de cabeça e calafrios. Limpe a gaiola com frequência, evite levantar poeira e, se tiver esses sintomas, conte ao médico que cria aves.6
  • Macho ou fêmea. Na cor normal (cinza), o macho adulto tem a cara amarela ou branca e a bochecha laranja forte; a fêmea tem a cara cinza e a bochecha mais apagada. Filhotes parecem fêmeas até a primeira muda. Em mutações como lutino e arlequim, ver o sexo pela pena é difícil, e o exame de DNA é o caminho seguro.7

Reprodução

O que a lei permite

Ter como petPode. A calopsita está na lista de espécies isentas de controle do IBAMA. Nos textos federais lidos não há exigência de cadastro, anilha ou nota fiscal.1
Reproduzir sem venderPode, no nível federal: espécie isenta não é objeto de controle do IBAMA. Regras do seu estado ainda não foram conferidas.1
Criar para venderNão achamos exigência do IBAMA para a espécie. Regras de comércio (empresa, nota fiscal, normas sanitárias e estaduais) ainda não foram conferidas.1

O site diz só o que a norma diz. Regras estaduais podem ser diferentes e ainda estão sendo conferidas.

Como a espécie se reproduz

  • Na natureza. A reprodução começa com as chuvas. O casal faz o ninho em ocos de árvore perto da água, muitas vezes em eucaliptos.5
  • Ovos e filhotes. A fêmea põe de 4 a 7 ovos, um a cada dois dias, e a incubação leva de 17 a 23 dias. Os filhotes deixam o ninho com cerca de 5 semanas.5
  • Em casa. A calopsita é a única cacatua que pode se reproduzir já no fim do primeiro ano. Em cativeiro, reproduz com facilidade quando recebe caixa-ninho e mais horas de luz, natural ou artificial. Se você não quer filhotes, não ofereça ninho.8

Mutações

Mutação de cor é uma mudança rara e natural num gene. A calopsita selvagem é cinza; as outras cores vieram de mutações fixadas por criadores, e várias podem se somar na mesma ave.7

Ligada ao sexo. O gene fica no cromossomo Z. O macho tem dois Z e pode ser portador (não mostra a cor, mas passa adiante); a fêmea tem um só Z e mostra a cor sempre que tem o gene. Por isso, nessas mutações nascem mais fêmeas com a cor.7

Recessiva. A ave só mostra a cor com o gene em dose dupla, um do pai e um da mãe. Com uma dose só, ela é portadora, macho ou fêmea.7

  • Lutino (ino ligado ao sexo). Ligada ao sexo e recessiva. Sem a melanina: a ave fica amarela a branco-amarelada, com bochecha laranja e olho vermelho. Muitos lutinos têm uma área sem penas atrás da crista, ligada a cruzamentos entre parentes.7
  • Pérola (opalina). Ligada ao sexo e recessiva. As penas ficam com borda de outra cor, num desenho de escamas. O macho perde o perolado depois da primeira muda; a fêmea mantém.7
  • Canela. Ligada ao sexo e recessiva. O cinza vira marrom. O filhote nasce de olho vinho, que fica marrom nos primeiros dias de vida.7
  • Cara branca. Recessiva, fora do cromossomo do sexo. A ave perde todo o amarelo e o laranja: o macho tem a cara branca e não há bochecha laranja.7
  • Arlequim. Recessiva, fora do cromossomo do sexo. Partes do corpo ficam sem o cinza, em manchas. A quantidade de manchas não dá para prever, e o macho arlequim fica parecido com a fêmea.7
  • Silver dominante. Dominante: basta um gene, vindo do pai ou da mãe, para a cor aparecer. Por isso não existe portador de silver dominante.7
  • "Albino". Não é albinismo. É a soma de duas mutações, cara branca e lutino: o lutino tira o cinza e a cara branca tira o amarelo, e a ave fica branca de olho vermelho. O nome correto é cara branca lutino.7
Calcular os filhotes da calopsita

Perguntas frequentes

Precisa de autorização do IBAMA para ter calopsita?

Não, no nível federal. A calopsita está na lista de espécies isentas de controle do IBAMA. Regras do seu estado ainda não foram conferidas.1

Quanto tempo vive uma calopsita?

Em média de 12 a 15 anos. Em cativeiro, com bons cuidados, pode viver de 16 a 25 anos.5

Quantos ovos a calopsita põe e quanto tempo choca?

De 4 a 7 ovos, um a cada dois dias. A incubação leva de 17 a 23 dias.5

Como saber se a calopsita é macho ou fêmea?

Na cor normal, o macho adulto tem cara amarela e bochecha laranja forte depois da primeira muda. Em lutinos, arlequins e outras mutações, o exame de DNA é o jeito seguro.7

Calopsita albina é albina mesmo?

Não. A "albina" é uma cara branca lutino: duas mutações somadas, que tiram o cinza e o amarelo.7

Fontes

  1. Portaria IBAMA 2.489/2019, Diário Oficial da União (lida em 05/10/2026)
  2. Species+ (CITES/UNEP-WCMC), consultado em 05/10/2026
  3. BirdLife International 2018, Lista Vermelha da IUCN
  4. Tabela de anilhamento FOB/OBJO 2025, reproduzida por clube (fonte intermediária, conferir na tabela oficial)
  5. Wikipedia em inglês, "Cockatiel", citando Animal Diversity Web e LafeberVet (lida em 07/10/2026) (fonte intermediária)
  6. Wikipedia em português, "Psitacose" (lida em 07/10/2026) (fonte intermediária)
  7. Wikipedia em inglês, "Cockatiel colour genetics" e quadro "Cockatiel mutations" (lidos em 07/10/2026) (fonte intermediária)
  8. Wikipedia em inglês, "Cockatiel", citando Carvalho e outros, Animals 9(6):312, 2019 (lida em 07/10/2026) (fonte intermediária)

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